Ken Levine diz que os jogos devem expor a violência como ela é

O diretor criativo de Bioshock Infinite afirma que a violência excessiva usada no título é algo que não tira o seu brilho.

Por Adriano Ribeiro em 6 de dezembro de 2013

Em entrevista à Bosto Magazine, Ken Levine, o diretor criativo de Bioshock Infinite, foi questionado pelo o uso excessivo de violência no título, onde diziam que a ultra-violência diminui o valor artístico de Bioshock Infinite. Levine respondeu dizendo: “Uma das responsabilidades da arte é mostrar como é quando alguém toma um tiro, porque isso é realmente ofuscado em notícias”.

Levine

Dando continuidade ao seu comentário, o diretor criativo escreveu em sua página no Facebook, que para ele, a arte, como um todo, tem um número de responsabilidades: entreter, educar, inspirar, questionar o status quo, desafiar, enfurecer, motivar a reflexão ou apenas criar coisas fantásticas.

Uma destas responsabilidades é mostrar coisas como elas são. Para cada comédia romântica, há filmes que mostram as dores do amor, seja Amour ou O Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças. Para cada filme que retrata o valor da guerra, há filmes que focam nos elementos mais desumanizadores“, escreveu Levine.

Ainda falando a respeito do tema violência, Levine explica dizendo que “a guerra é sobre pessoas disparando um monte de metal em alta velocidade em outras pessoas, até reduzirem elas em pedaços, de uma forma bem primitiva“.

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O designer esclareceu que não quis dizer que a violência deve ser sempre retratada realisticamente na arte. “E estava primariamente questionando a noção que imagens ultra violentas não tem espaço na arte“, explicou.

Como o próprio Levine afirma, acredito que para a arte não existe algo que tire o seu brilho, seja ela sonora, visual ou qualquer outro tipo, só que precisamos saber em quais momentos devemos colocar a violência, um game como Child of Light não aceitaria violência.

Fonte: UOL Jogos

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