Nostalgia Gamer | De volta a Demon’s Crest

Dando uma visão geral no game, vamos relembrar um pouco do grande Demon’s Crest.

Por Adriano Ribeiro em 15 de dezembro de 2013

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Voltando as raízes do Super NES, vamos despertar o sentimento nostálgico com o clássico Demon’s Crest. Vale lembrar que não iremos descrever toda a história de Ghosts ‘n Goblins, somente um pouco desse universo para se ter um melhor entendimento do enredo do game.

Para você já entrar no clima, comece a leitura escutando uma das músicas que marcaram presença no título, a “Memorial of the Fallen Ones”.

Sendo desenvolvido e publicado pela a Capcom, Demon’s Crest foi lançado em 1994 com uma proposta bem diferente da que era levada aos jogadores da época. Em um tempo no qual os jogos eram desenvolvido com enredos bem parecidos, que consistia em ter um grande herói que iria salvar a princesa do grande vilão. Indo contra essa ideia, Demon’s Crest  é um game que não tem um protagonista “bonzinho” que queria o bem de todos, mas focado no benefício próprio, um anti-herói.

Na verdade o passado de Firebrand, como personagem, vem da franquia Ghosts ‘n Goblins, onde ele era um vilão, um caso clássico de vilão carismático que rouba a cena e vira personagem.

A principal característica do universo de Ghosts ‘n Goblins é a divisão de dois mundos, o primeiro que é dominado pelos humanos, e o segundo dominado por demônios. Sua história se baseia em seis “Crest” (podendo se chamar também de: pedra, emblema ou crista) que é mantida no mundo dos humanos, onde cada uma delas possui um elemento diferente, sendo terra, água, fogo, tempo, ar e paraíso.

Por um motivo não explicado, as seis Crest desaparecem do mundo dos humanos e aparecem no mundo dos demônios, onde rumores indicavam que caso um demônio juntasse todas as seis Crest, adquiria a Crest do infinito, o que lhe daria poder ilimitado.

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Firebrand (o protagonista do game) sai na frente dessa grande corrida para adquirir todos os emblemas, insatisfeito com a posse de cinco das seis pedras, Firebrand vai à busca da sexta e última Crest, sendo a Crest do paraíso a mais poderosa, porém, ela está sendo mantida pelo o poderoso Dragão Demônio. Após derrotar o Dragão Demônio e ter adquirido a pedra do paraíso, a luta contra o dragão custou muito da energia de Firebrand, lhe deixando muito fraco.

Aproveitando do momento de fraqueza, Phalanx – um grande inimigo de Firebrand – se aproveita e rouba quase todas as Crest, sendo que a do fogo é fragmentada em diversas partes, o que impossibilita Phalanx de fazer a pedra do infinito, é um dos fragmentos da pedra do fogo que ainda está na posse de Firebrand.

O game começa em uma segunda luta contra o Dragão Demônio, onde os dois estão enfraquecidos, assim dando uma possibilidade de vitória a Firebrand. Após derrotar novamente o grande dragão a jornada em busca dos cristais se inicia de fato.

O primeiro grande diferencial do título era a presença de um universo de demônios, o que não era muito popular no tempo (bem como Doom, que foi de grande impacto no mundo dos games da época). Com um enredo muito bem escrito, Demon’s Crest colocava-nos no mundo dos demônios no universo de Ghosts ‘n Goblins.

Com o seu gameplay em side-scrolling, o título colocava-nos em uma atmosfera totalmente de acordo com seu universo, sendo com sua trilha sonora marcante que variava entre assustadora e melancólica, ou com seus cenários muito bem detalhados, que garantiram uma imersão bem sucedida e uma experiência única aos jogadores.

Com o seu lançamento quatro anos após o lançamento do SNES ,  Demon’s Crest trazia uma jogabilidade sólida e uma história envolvente, o que fez com que o game fosse considerado como jogo “hardcore”, pois é claramente voltado a um público mais adulto, contém uma arte rebuscada e desafios significativos.

Por fim, podemos dizer, nesse momento de nostalgia,  que por mais aprofundada que fosse nossa análise, jamais faria justiça a esse jogo que já nasceu clássico. Espero que tenham gostado da nossa breve análise e sintam-se à vontade para registrar suas impressões e críticas nos comentários, assim poderemos trazer conteúdos cada vez mais relevantes para o nosso público.

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