Nostalgia Gamer | Colocando o Castlevania: Symphony of the Night de ponta-cabeça

Sentir na pele do Alucard os perigos do Castlevania com certeza é um dos sentimentos mais nostálgicos que o PS One nos proporcionou, vamos relembrar esse grande clássico que elevou a franquia a outro patamar.

Por Adriano Ribeiro em 5 de janeiro de 2014

Em uma junção de elementos característicos do RPG e uma jogabilidade de aventura em side-scrolling, Castlevania: Symphony of the Night (ou SotN) veio como uma incrível experiência que herda elementos esquecidos desde o primeiro título da franquia. Coloquemos play na música e vamos dançar com a sinfonia da noite nesse incrível Castlevania.

Sendo continuação direta de Castlevania: Rondo of Blood, SotN começa exatamente no final de Rondo of Blood, com Richter Belmont derrotando o Drácula. Quatro anos antes do feito de Richter, ele havia derrotado Shaft, um sacerdote das trevas que agora tem seu fantasma solto e busca renascer o seu mestre Drácula, cabe a Alucard – o filho do Drácula – impedir os planos de Shaft, já que o mesmo toma domínio sobre Richter.

Apesar de se chamar Alucard, o seu real nome é Adrian Fahrenheights Tepes. O seu “novo” nome começa a ser utilizado após a morte de sua mãe Lisa, que defende os humanos e passou esse pensamento ao seu filho Adrian. Após assistir a morte de sua mãe na cruz, Adrian desenvolve um forte sentimento de ódio e vingança pelo seu pai que não salvou Lisa de sua execução, como forma de se opor ao senhor dos vampiros, Adrian adota o nome de Alucard, o nome oposto ao do seu pai Drácula.

Sendo fruto de um vampiro e uma humana, Alucard passa a ter as duas características, porém o lado humano é mais forte e ao longo do nosso progresso no castelo evoluímos o nosso instinto vampiro, sendo capaz de realizar feitiços semelhantes ao de Drácula. Alucard já marcou presença em jogos anteriores como em Castlevania III: Dracula’s Curse, onde ele ajuda um dos membros da família Belmont, o Trevor Belmont.

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Apesar de a estória girar em torno de Alucard, o jogo também conta com outros personagens ilustres como a Maria Renard, uma humana que fica sabendo do desaparecimento de Richter e vai até Castlevania para investigar o paradeiro, ela se diz ser cunhada do membro Belmont, e como Alucard e ela possui quase o mesmo propósito ela vai em direção ao filho do Drácula para pedir ajuda.

A mecânica de jogo é bem diferente da que era adotada pelos seus antecessores, onde agora com a presença de elementos fundamentais do RPG, podemos equipar itens seja na mão esquerda, direita ou nas duas, usar capa, armadura, elmos, anéis e até mesmo óculos que em alguns momentos lhe permite ver alguns segredos.

Desta vez o game não é dividido em capítulo, o que torna o jogo não-linear, já que nós podemos percorrer por todo o castelo e voltar em qualquer momento para qualquer parte, com exceção de algumas, claro. O game possui várias novidades que são de suma importância na singularidade do título, como agora é possível equipar itens, não ficamos limitado a uma única arma, pois podemos usar desde o soco a espadas, escudos, boomerang, tnt, flechas, dentre outros itens.

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Apesar da presença de feitiços por parte do nosso protagonista, muitos não costumava usá-los, já que é necessário de uma pequena animação antes de cada um deles o que tomava um pouco do tempo para um dano mínimo. Acredito que o mais usado era o de drenar a vida do inimigo para a sua, o que era bem útil quando se estava longe do save ou quando não tinha comida em seu inventário.

O jogo é recheado de elementos interessantes, como a presença de alguns companheiros que auxilia o jogador de diferentes formas, seja regenerando a sua vida ou simplesmente atacando os inimigos, as suas formas variam entre fada, pequeno demônio, morcego, cabeça de caveira, a até mesmo uma espada voadora. Outro elemento interessante são as formas que o nosso protagonista pode adotar, que variam desde lobo, para morcego e até mesmo um espírito.

Contando com um velho amigo, Alucard reencontra com o “Master Librarian”, um vendedor que pode ser encontrado na enorme biblioteca do castelo. Dispondo de inúmeros itens à venda, por alguns trocados nós poderíamos adquirir armas, acessórios, o mapa do castelo e outros itens especiais.

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Com certeza quem jogou o game deve ter ouvido falar sobre “virar o castelo”, o que torna possível completar mais de 200% do jogo, onde agora temos todo o Castlevania de cabeça para baixo e com inimigos mais poderosos, além do verdadeiro encerramento que só é adquirido após derrotar o Drácula, e não Richter que é o final falso antes de virar o Castlevania.

Com o seu gameplay em side-scrolling e a forte presença de elementos do RPG, Castlevania: Symphony of the Night herdou características fundamentais de Vampire Killer, Castlevania II: Simon’s Quest e a exploração demonstrada em Super Metroid. Em um jogo bem refinado, podemos evoluir o nosso personagem, descobrir itens secretos no imenso Castlevania, tudo isso a uma trilha sonora envolvente e instigante que tem papel fundamental em cada parte do título.

Symphony of the Night não só elevou a franquia a outro patamar, como também abriu um leque de possibilidade para futuros títulos e deixando claro que para ter um bom Castlevania não é necessário ter como protagonista um membro da família Belmont.

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