Análise I Nossa experiência com Ryse: Son of Rome

Na pele de um centurião, vá em busca de vingança e mergulhe em sangue por Roma.

Por Anderson Araújo em 7 de janeiro de 2014

Começando 2014 com uma grande novidade!

Vamos compartilhar nossas experiências nos jogos em forma de análise (ou review, como preferir), focada em nossa opinião.

O primeiro selecionado é Ryse: Son of Rome.

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Jogamos com Mario Tito, centurião sedento por vingança (como de costume) em um enredo bem genérico e clichê, dividido em oito partes. O que notamos ao jogar é que, até certo ponto, o enredo é muito bem narrado e organizado, porém próximo à conclusão do jogo, percebemos que essa qualidade cai bastante, uma perda na narrativa e algumas lacunas na história fazem tudo acontecer muito rápido. Ainda teríamos história para em média seis a oito horas de gameplay, que foram resumidas em cerca de uma hora.

O título, para os mais exigentes em gráficos, traz texturas exorbitantemente detalhadas e sem serrilhado, praticamente não se encontram falhas de renderização. Tudo funciona muito bem, desde florestas à batalhas que acontecem à noite com inúmeros inimigos. A iluminação é algo surpreendente. Não tentem tirar conclusões através de vídeos no Youtube, pessoalmente tudo é bem diferente.

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Os personagens são escassos no jogo, poucos são aqueles que realmente interagem e fazem você se sentir mais “próximo”. O protagonista, Mario, possui uma personalidade forte e grande espírito de liderança. Não é difícil gostar do protagonista, mas destaco, com certeza, Vitálio (podemos vê-lo acima, ao lado de Mario), uma das peças fundamentais na sequência do jogo. A captação de expressões e dublagem ficaram aceitáveis, com alguns momentos bem bizarros. O personagem Basílio, filho de Nero, é de grande destaque nas expressões faciais.

Os QTE’s do jogo foram bastante criticados antes e depois do lançamento, mas com a vasta possibilidade de execuções fica até monótono não executar o inimigo, funcionando também como forma de amenizar a tensão do combate. Sem a possibilidade de recuperar HP ou FOCO (MP no jogo), tudo se baseia nas quatro opções de execuções: Dano, Vida, Foco e Exp.

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– Dano: o protagonista ganha bônus de dano em combate à cada execução realizada, permanecendo por um pequeno espaço de tempo;
– Vida: como não existe a possibilidade de recuperar HP, isso acontece por meio de execuções.  A cada nova execução realizada, mais seu HP será regenerado;
– Foco: funciona como o bullet time de Max Payne, deixa o tempo mais lento, mas você não fica lento também. Na verdade, fica mais “rápido”, podendo atacar os inimigos sem que eles defendam ou efetuem um possível contra-ataque;
– Exp: a cada execução feita, mais bônus de experiência será ganho, desbloqueando novos níveis para Mario e os pontos ganhos são utilizados para melhorias como aumentar a barra de HP ou uma nova execução.

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Como maneira de querer “inovar”, o botão na tela não aparece mais em cima do adversário indicando o que deve ser pressionado. Ao invés disso, o inimigo é envolvido em cores diferentes baseadas no respectivo botão a ser pressionado, como AZUL (X), AMARELO (Y). Quando se erra algum botão, não ganhamos bônus, mas a execução irá ocorrer naturalmente.

O multiplayer funciona bem, mas limitado, com diversas arenas e eventos no coliseu que podem ser disputadas com outro gladiador, mas não passa disso. A possibilidade de enfrentar outros gladiadores talvez seja o maior problema, pois não é colocada à prova a qualidade do jogador contra outro jogador, apenas contra a IA do jogo, limitando bastante o nível das batalhas. As execuções que são adquiridas na campanha funcionam no multiplayer, rolando solto o sangue na arena, com um “contador” mostrando o que o público está achando de seu gameplay, se está entendiado ou animado. Também contamos com um locutor narrando as batalhas e eventos que estão acontecendo.

Confira algumas das execuções e o evento do multiplayer no vídeo abaixo gravado diretamente pelo Xbox One. Observem os detalhes citados anteriormente, como, por exemplo, as cores de contorno definindo qual botão utilizar ao executar e a narração do locutor na arena.

Ryse é um jogo que funciona como epílogo para uma grande história, com a possibilidade de ter uma excelente trama em uma futura continuação da série. Ao jogar sentimos que foi apenas uma introdução de algo muito maior que poderá ser contado mais à frente. Mas, de início, talvez a “pressão” que possivelmente tenha ocorrido por parte da Microsoft, para o título estar presente no lançamento do Xbox One, tenha influenciado na qualidade final do produto, um game que ainda tem bastante potencial a ser trabalhado. Ao jogar uma segunda vez, compreendemos alguns detalhes e situações antes passadas despercebidas, melhorando a assimilação do enredo e dos personagens.

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