Nostalgia Gamer | Final Fantasy VII e o auge da franquia

Final Fantasy VII foi pioneiro em cenários tridimensionais na franquia, contando com personagens marcantes e uma trama repleta de reviravoltas.

Por Adriano Ribeiro em 4 de março de 2015

final fantasy vii

Apesar de ser uma das franquias mais exploradas do videogame, Final Fantasy conseguiu cativar cada vez mais novos jogadores após cada lançamento. E mesmo após seis títulos lançados, a Squaresoft viria a produzir um dos maiores marcos na franquia e nos JRPGs. Nascendo da difícil missão de superar o sexto título da franquia, Final Fantasy VII implementou novos recursos, desenvolvendo a estoria de forte relação sentimental, trilha sonora singular e jogabilidade única até então.

Na construção de uma trama complexa de grandes reviravoltas, se tinha um completo mundo tridimensional ao lado de uma das trilhas mais majestosas composta pelo Nobuo Uematsu, apresentando-se como uma sutileza essencial para a experiência do jogador. Na jogabilidade temos uma evolução fundamental para originalidade do jogo, a presença de materias – orbs originados da cristalização do Lifestream, nele se constrói um complexo sistema de equipamentos característico do título.

Evoluindo e inovando em quase todos os aspectos, Final Fantasy VII agora precisaria de uma trama que fizesse jus ao seu antecessor, algo que envolvesse um valor sentimental ainda maior, eis que se constrói uma estoria de grandes reviravoltas, marcada pela forte relação sentimental entre aqueles envolvidos e conflitos psicológicos.

final fantasy vii midgar

Incorporando Cloud Strife, nos apresentamos como um mercenário que presta serviço ao grupo eco-terrorista chamado AVALANCHE, liderado pelo impetuoso Barret, um personagem que possui uma arma no braço direito substituindo o antigo braço ferido. A trama se dar início pela missão de detonar uma bomba no Reator Mako que é responsável por degradar o planeta usando de matéria-prima o Lifestream – a fonte de vida de todo planeta.

Apesar da trama se dar início pelo trabalho mercenário de Cloud, ela posteriormente se constrói após conhecer a vendedora de flores Aerith Gainsborough e em base nos acontecimentos do grande antagonista Sephiroth, um ex-soldado primeira classe da Shinra, que através de um delírio destrói a terra natal de Cloud e passa a acreditar que Jenova é sua mãe, se dando a missão de vingar pelo o que a humanidade fez com ele e com a sua mãe.

Com grande carisma por parte de todos os personagens que compõe a linha principal da trama, nos relacionamos de uma forma pessoal quase que indescritível, dado pela história original de cada um deles, além de suas características pessoais, com maior destaque ao amor a ciência de Cid Highwind e a incrível sensibilidade emotiva de Aerith.

Final Fantasy VII pode gerar opiniões adversas quanto ao seu enredo ou mecânica de combate, porém algo que não podemos negar é a sua importância para o videogame. Com base na narrativa e na presença do auto grau de desenvoltura da personalidade de cada personagem, Final Fantasy VII torna-se uma obra de lei para todos os amantes de um bom JRPG, marcado pela presença de Sephiroth como um dos grandes, se não o maior, antagonista presente em um título de videogame, além de um dos maiores primores musicais: One Winged Angel – Sephiroth Theme.

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