Análise | Amor e ódio em Final Fantasy III

Considerado por muitos o jogo mais difícil da franquia, Final Fantasy III iniciou uma revolução na série.

Por Anderson Araújo em 10 de março de 2015

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Lançado inicialmente em 1990 para NES e em seguida para diversas outras plataformas, sendo a última para PC pela Steam. Final Fantasy III recebe grande destaque, não apenas por sua dificuldade fora do comum, mas pelo amplo sistema de “Jobs” atrelado a narrativa simplória com um polimento que prende a atenção do jogador até o fim.

De ínicio já percebemos que Final Fantasy III não é um jogo para iniciantes no gênero JRPG e RPG no geral. Com batalhas no sistema de turnos, encontros aleatórios e uma dificuldade de batalha fora do normal, a cereja do bolo é não poder comprar Phoenix Down para reviver seus aliados em nenhum comércio, podendo ser encontrado apenas em caixas. O fato do Game Over torna-se tão familiar quanto em Dark Souls.

Apesar de serem encontros aleatórios, os mesmos parecem se dar pelo nível dos personagens. Existem áreas que se caso o jogador esteja com nível muito alto a possibilidade de encontros diminui, o mesmo ocorre em locais onde seu nível não é alto o bastante, assim aumentando o numero de encontros consideravelmente, tornando o jogo certas vezes irritante (Sim, digo isso por conta própria). Para dificultar ainda mais a vida do jogador, certos comandos, quests ou itens e magias são descritos apenas uma vez e em alguns momentos nem são citados, fazendo quem joga passar por grandes dificuldades.

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O grande diferencial do título não é apenas sua dificuldade, mas principalmente pelo seu sistema de “Jobs” (profissões), semelhante ao utilizado em Final Fantasy: Tactics. São no total uma escolha entre 23 “Jobs” para atribuir a cada um dos seus 4 personagens. Existem momentos em que a escolha da profissão do personagem é algo diferencial para seguir no game, ou seja, não é apenas colocar seu protagonista como Warrior e colocar suportes como Black, White ou Red Mage para seguir até o fim do jogo, o próprio sistema faz com que o jogador alterne as profissões, já que alguns equipamentos na próxima cidade é vendido apenas para um Job diferente do escolhido. E se você não mudar, garanto não ficar vivo por muito tempo. Então as escolhas devem ser bem pensadas já que serão de grande importância.

A narrativa do título é bem simples, controlamos quatro crianças orfãs que foram escolhidas pelo grande cristal como os Guerreiros da Luz, então devem restaurar a paz e o equilíbrio no planeta contendo um grande mal que se espalha. Com boas referências, temos o grande mago Noah inspirado na história de Merlin e a teoria em que o universo foi criado a partir do vazio e do vazio surgiu a luz e a escuridão, portanto ambos devem permanecer em equilibrio.

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No geral, Final Fantasy III empolga bastante, fazendo-o ser jogado por um bom tempo graças a seu sistema de Jobs e também sua empolgante trilha sonora. O único ponto realmente negativo é a dedicação aos personagens, estes quem transmitem pouco carisma e riqueza em sua história, porém um título que merece ser dada uma chance e explorado um pouco do seu mundo, no entanto, se for a fundo não espere menos de 30 horas para concluir o game.

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