Talvez Breath of Fire 6 não seja uma frustração para a franquia

Mesmo com as radicais atitudes da Capcom sobre o rumo da franquia, Breath of Fire 6 não seja um verdadeiro fracasso.

Por Adriano Ribeiro em 4 de abril de 2015

Em desenvolvimento pela Capcom Online Games, Breath of Fire 6: Guardians of the White Dragon demonstrou sair um pouco dos trilhos da franquia quando anunciado, talvez por ser um título em browser para PC e mobiles como iOS e Android com radicais mudanças na franquia, ou quem sabe, a falta de informações fizeram soar de forma negativa para os fãs. Com novo trailer e as mais recentes imagens, podemos ver mais um pouco como está a produção e confesso que a Capcom ainda não me conquistou, mas a curiosidade e o amor pela série querem dar mais uma chance.

Apesar de ter grande peso quando se fala de Breath of Fire, a Capcom retirou o Ryu como personagem principal e agora temos que criar nosso próprio herói, a justificativa para isso foi descrita como uma forma de deixar os jogadores mais próximos do protagonista, algo que nem sempre é concreto. Mesmo deixando de lado o Ryu, o nosso herói terá vinculo com aspectos dragônicos, o que seria o mínimo a se fazer. Apesar de terem retirado o jovem dragão como protagonista, a Nina já confirmou presença e no recente trailer podemos ver que sim, ela terá assas assim como em seus antecessores.

Juntamente ao recentemente trailer, o epílogo também foi divulgado e já nos faz ter uma noção de como a trama vai se construir. Nele é descrito que há muito tempo existia o Clã Dragão de grande poder e de virtude sublime, mas após tempos de prosperidade, o clã se dividiu no Clã do Dragão Branco e do Dragão Negro, isso gerou tempos de guerras e de grandes desastres naturais. Com a ação de um bravo homem, o conflito foi cessado e o Clã Dragão desapareceu, virando lenda e posteriormente mito. Agora a Era dos Caos está prestes a resurgir mais uma vez.

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Quando anunciado em 2013, o título deixou dúvidas de como seria sua jogabilidade, pois agora teríamos sistema de multiplayer online e uma aventura, por isso questionamentos e queixas foram levantados sobre a possibilidade do sexto episódio ser um MMO. Apesar de beber um pouco dessa fonte, o jogo em si não deve se construir como um RPG online, pois o modo online fucionará em um espaço onde os jogadores podem interagir e criar grupos de quatro personagens, sendo que cada jogador controla seu herói, assim, seguindo em caçadas pelas dungeons por itens melhores e de inimigos mais difíceis.

O jogo em si foca muito na IA de seus companheiros e na combinação de combos e magias. Se seguisse a linha de batalha da série Valkyrie Profile onde podemos fazer nossos próprios combos sem a necessidade da máquina, talvez o título poderia ser menos automático, mas o sistema de combate se constrói somente no comando do nosso herói, os nossos companheiros são todos controlados pela IA. A linha de visual dos personagens também mudou bastante, adaptando-se ao design mais limpo e colorido característico de jogos mobiles.

Mesmo sendo bem diferente de outros títulos da franquia, não me atrevo a criticá-lo pelos novos caminhos que estão sendo traçados, afinal, as vezes nem mesmos nós sabemos o que queremos. Porém uma forma que poderia ter sido seguida sem angustiar os fãs de longa data da série seria a produção de uma nova IP, sendo ela totalmente inspirada na franquia Breath of Fire. Por fim, essa atitude da Capcom pode gerar péssimos frutos arruinando de vez a franquia, ou quem sabe ela não consolida uma nova base de fãs na plataforma Mobile, assim esquecendo os que foram fiéis a franquia durante anos.

Breath of Fire 6: Guardians of the White Dragon deve ser lançado ainda em 2015 para iOS, Android e PC. Ainda não se sabe se o título será gratuito ou se possui sistema de microtransações. Confira algumas das recentes imagens abaixo.

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