Prévia | The Witcher 3: Wild Hunt, quando o bruxo caça os monstros

Com 36 finais e inúmeros caminhos a seguir, o projeto mais ambicioso da CD Projekt RED promete revolucionar o estilo RPG e propor o futuro do videogame.

Por Adriano Ribeiro em 13 de abril de 2015

the witcher 3 ghost

Nascido da adaptação nos romances do polonês Andrzej Sapkowski, em 2007 a também polonesa CD Projekt RED foi responsável por difundir nos videogames a história do grande bruxo Geralt de Rivia. Agora quase oito anos depois do início da franquia, os desenvolvedores prometem uma conclusão épica da trilogia em uma produção para deixar sua marca na indústria dos videogames, colocando os jogadores na posição de decidir quem são os verdadeiros monstros em um mundo dinâmico de múltiplas escolhas que envolve política, crenças, magias e divergências culturais, além de discriminações e racismo.

The Witcher 3: Wild Hunt é continuação direta dos dois primeiros títulos, mas mesmo seguindo o enredo, a CD Projekt RED afirma que os jogadores poderão aventurar-se de uma forma que não será necessário passar pelas aventuras passadas, onde mesmo na presença de uma enciclopédia para guiar os jogadores, a ideia dos produtores é fazê-lo explorar todo conteúdo, descobrindo e aprendendo sobre a história com os habitantes e concluindo missões que revelarão ainda mais sobre a cultura de determinados povos.

A construção de um mundo mágico e dinâmico

Uma das divergências apontadas pelo produtor Michal Stec em relação a Skyrim, é como foi construído o mundo de The Witcher 3. Em Skyrim sentimos uma certa sensação de déjà vu quando exploramos muitos calabouços e isso é reflexo de como os cenários são construídos, sendo que no mundo de Geralt a construção é feito de forma diferente, onde a filosofia sobre seu desenvolvimento está no zelo pela qualidade, não construído trechos completos de calabouços, mas usando de modelos já produzidos de paredes, tetos e chão para construir novos cenários. Deixando livre a equipe de arte para desenvolver áreas de diversos tamanhos. Com várias ferramentas auxiliando na construção de cenários, o real desenvolvimento só inicia após conceituado e esquematizado a história de cada missão, para assim começar a montagem e adição de detalhes.

Mesmo com cenários idealizados pelos livros, nem tudo é descrito de forma tão precisa para a sua construção, isso fez os desenvolvedores usarem da cultura eslava para a criação de determinados ambientes, a exemplo disso temos a criação da região de Skellige, que usa de inspiração o folclore nórdico e suas mitologias. Já na construção da maior cidade do jogo que é Novigrad, a inspiração vem da Amsterdã medieval, dividindo-a em distritos, onde os jogadores podem visitar os subúrbios, fazendas, favelas e conhecer tudo aquilo que está dentro e fora dos muros da cidade, inclusive os distritos dos ricos e dos pobres.

Por Geralt ser um caçador de recompensas que pode solucionar quase todos os problemas que os moradores pedirem (ou pagarem), ele tem acesso a todas as camadas da sociedade e usar da flexibilidade de acessar todo território para conhecer diversas diferentes culturas. O ferreiro que lhe pagou com serviços sua caçada aos monstros que ameaçavam a vila terá características, diálogos e voz diferente do que se teve contato em outra região. As vastas características geográficas se apliam com a presença de lençois aquáticos, permitindo a navegação em barco ou a nado por Geralt para acessar arquipélagos. A presença de cavalos também ajudará a chegar até seu destino em território terrestre.

ciri the witcher

Alguém especial e um ponto de vista diferente

Para a CD Projekt RED o ponto de vista de Geralt sobre o mundo não é suficiente para demonstrar todo o enredo de The Witcher 3, assim acrescentando uma personagem diferente para mostrar os acontecimentos paralelos ao do bruxo. Cirilla Fiona – ou simplesmente Ciri -, é uma personagem dos livros que fará estréia no universo virtual como personagem jogável, mas mesmo Geralt não tendo filha legítima, a Lei da Surpresa aponta Ciri como uma filha para o bruxo e essa relação paterna talvez seja seu ponto fraco. O relacionamento nos livros não é muito muita amorosa, mas mesmo que a conexão entre os dois não seja de sangue, o protagonista é descrito como uma figura paternal para ela.

Nessa nova forma de contar a trama os desenvolvedores não usam das armas e estratégias do bruxo na Ciri, mas adaptando a jogabilidade de forma que possua habilidades únicas e diferente estilo de combate, onde ela é uma personagem que usa uma única espada e com habilidade de teletransporte, ou blink como preferir. Sua presença na jogabilidade é algo fundamental descrito pelos desenvolvedores e ela não poderia ficar de fora. A história é quem decide quando você vai controlar a jovem, não sendo possível alterar quando quiser entre os dois personagens.

the witcher 3 thief attack

Quando a bruxaria é fundamental

Sabemos que no controle de um bruxo diversas formas de aprimorar nossas habilidades estarão disponíveis, mas a presença da alquimia poderá se tornar fundamental para progredir em determinadas áreas. Todas as regiões estarão disponíveis para o jogador, mas nem todas podem ser acessadas por limitações de equipamentos, mas o jogador pode usar da mistura de itens para desenvolver novas porções e progredir de uma forma mais eficaz em cenários de nível mais elevado. Do outro lado, além da alquimia também podemos usar das características ambientais ao nosso favor, onde o ciclo da luz do dia pode afetar os lobisomens assim como usar feitiços de fogo pode ser eficaz quando conjurados nos gases pantanosos.

De inúmeras estratégias e formas de progressão, tudo ainda se torna mais rico e complexo quando se usa duas espadas. Sendo uma delas forjada a prata e magia, esta se torna útil durante as caçadas aos fantasmas e lobisomens, enquando a segunda delas é forjada a aço e se mostra mais eficaz quando usada contra criaturas não mágicas. Os olhos de gato do Geralt ajudará os jogadores a encontrar rastros animais, assim como a visão do Batman em Arkham Asylum, tornado possível o bruxo calcular quanto tempo determinados inimigos assasinaram um corpo abandonado e demonstrar seus passos até a criatura.

Com 36 finais diferentes, The Witcher 3: Wild Hunt já sofreu diversos adiamentos, mas agora está definitivamente confirmado para ser lançado dia 19 de maio com legendas e dublagens em português. Agendem seus relógios que esse talvez seja o futuro do videogame.

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