Massive Madness é o jogo brasileiro que explora visibilidade trans em visual retrô

Com estética inspirada no neon e cromo, Massive Madness busca enfatizar conceitos como laicidade e igualdade social tendo em destaque a visibilidade trans.

Por Adriano Ribeiro em 25 de maio de 2015

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Hoje (25), o estúdio brasileiro Ninja Garage nos mostrou imagens do que será seu primeiro jogo. Massive Madness, que como o nome já diz, promete muita coisa doida.

Contando com 3 personagens jogáveis, esse single player em terceira pessoa é um híbrido que mescla mecânicas de twin stick shooter (jogo de tiro de dois direcionais), elementos aleatórios do estilo “Rogue”, e a pancadaria dos Beat ‘em Up.

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Será possível erguer, arremessar e destruir objetos, assim como adquirir novas armas, roupas, explodir coisas e comandar veículos como o já revelado Cat Suit – um gato mecânico que usará da eletricidade para atirar esferas de alta-tensão contra seus oponentes.

A proposta é que a experiência passada pelo jogo se renove a cada jogada. Para isso, os cenários são montados aleatoriamente. A formação dos inimigos, posições dos itens comuns e especiais, armas, sala do chefe e das salas especiais, tudo é organizado aleatoriamente em uma versão única pra cada fase.” – Rafaella Ryon

Perguntada sobre o visual do projeto, Rafaella explica:

O referencial estético principal é o visual dos anos 1980. Usamos vários elementos visuais como neon, o cromo, cores saturadas e a iluminação viva se misturando ao estilo cartunesco. Tudo retrô e ao mesmo tempo futurista, o que chamamos carinhosamente de ‘Futuro do Pretérito’.”

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Mas o que mais chama atenção é a presença de personagens transgênero, algo bastante marginalizado em nossa sociedade bem como no universo dos videogames.

Perguntado sobre o porquê de usar personagens transgênero, Dinart Filho responde:

Diversidade sexual não deveria ser um tabu, não deveria chocar as pessoas. Pessoas homossexuais existem desde os primórdios do que entendemos como civilização. Transexuais / crossdressers / transgênero existem, são pessoas como eu e você, têm vida e sentimentos e têm o direito de fazer parte da nossa sociedade. De serem visíveis e respeitados.”

O enredo se passa durante um Reality Show televisionado, onde nossos personagens Tess, Paris e Calavera lutam em uma cruzada vingadora para reaver seus bens perdidos e salvar a sua tão amada cidade de criaturas terríveis.

O casal desenvolvedor do projeto, Dinart e Rafaella promete enfatizar conceitos como laicidade, igualdade social, de gêneros, etnias e nacionalidade. Tendo em destaque a visibilidade trans.

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Tivemos acesso ao protótipo do título e a visibilidade trans torna uma característica marcante na produção. Mesmo que ela não tenha influência direta a respeito da jogabilidade ou quaisquer outros elementos mecânicos, detalhes como o próprio público presente na área inicial mostram-se empolgados durante o Reality Show.

Como dito por Rafaella, os cenários realmente são gerados de forma aleatória e trazem uma experiência distinta a cada vez que jogado. É possível lutar contra o chefe sem qualquer armamento ou veículo extra, porém o desafio é elevado, visto que sua pistola base possui dano relativamente baixa comparada a armamento extra, fazendo que o jogador busque por novas armas ou veículos entre os cenários.

Além do combate contra o chefe, a pistola também pode mostrar-se ineficiente quando usada de forma direta contra os monstros, sendo necessário usar de objetos e explosivos como dinamites, caixas e televisores para causar dano.

Por estar em estágios iniciais de desenvolvimento – ele ainda entrará em fase pré-alfa -, Massive Madness é um título que merece atenção não só pela sua jogabilidade que se renova a cada experiência de jogo, mas pelos seus personagens bem construídos e sua temática trans.

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