Análise: Assassin’s Creed Unity explora história da França, mas cansa jogador

Será que após as correções que prejudicaram o jogo em seu lançamento ele ‘se tornou’ um bom jogo?

Por Thales Aragão em 3 de outubro de 2016

assassins-creed-unity-wallpaper

Alvo de inúmeras reclamações devido a bugs, crashes e outros problemas no seu lançamento, Assassin’s Creed Unity acabou sendo considerado um fracasso. Mas e agora, após dois anos, será que após as correções realizadas pela Ubisoft o tornam um bom jogo?

Rico em conteúdo histórico, desafios e, porque não, diversão, Assassin’s Creed Unity é um jogo que agrada a quem gosta de jogos em mundo aberto. A história fictícia inserida no jogo é até interessante, porém com um final que pode decepcionar a maioria. A diversão maior mesmo fica em sair pulando nas casas, abrindo baús e desvendando enigmas que, por sinal, são muito bem elaborados com base na história francesa a qual se passa o jogo. O cooperativo é outro atrativo e tanto do jogo. As missões são rápidas, geralmente, mas bem divertidas.

assassins-creed-unity

Jogando recentemente pude ver que os bugs estão bem menos presentes quanto no seu lançamento. Não tive problemas em “cenas de corte”, porém alguns pequenos problemas durante o free-run podem ser chatos. Ficar preso em lugares sem explicação, pulos aleatórios ou na direção errada, ficar preso no chão e os demais que se estendem aos NPCs, onde se pode vê-los passando por cima de objetos, casas e até mesmo uns aos outros. No entanto, se fosse contar o número de bugs multiplicado pelas horas de jogo, diria que é uma quantidade tão ínfima ao ponto de chegar aos 0.2%.

Do outro lado, como pontos negativos encontramos lutas ou duelos que, na maioria das vezes, são chatos de tão fáceis ou simplesmente ‘quebram’, acabando por se tornar repetitivos nas diversas missões, além de não ficar claro como o personagem deve ser montado para que seja eficiente no jogo. Acaba que tudo é muito igual.

O conteúdo adicional, a DLC Dead Kings, decepciona até demais. As pequenas histórias baseadas em fatos históricos dentro do jogo principal tem um atrativo bem maior que toda a DLC junta. Além de vários bugs no mapa, os acontecimentos ocorrem de uma maneira tão rápida ao ponto de dificultar o entendimento do jogador. Rápida e fácil demais definem Dead Kings.

Assassin’s Creed Unity é um bom jogo, porém os constantes deslizes, por menores que sejam, acabam por tornar o jogo cansativo ou chato pra maioria dos jogadores. Seu destaque fica pelas missões cooperativas, que são bastante divertidas e os enigmas de Nostradamus. Recomendo pra quem gosta de ler principalmente histórias e bancos de dados dos jogos, ou simplesmente gosta de jogar algo do gênero em modo cooperativo.

Comentários