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Rachel Leingang
Quando um agente federal atirou e matou uma mulher durante uma operação de imigração em grande escala em Minneapolis, na quarta-feira, o Guardian estava por perto, acompanhando observadores que treinaram durante meses para monitorar e responder às atividades do Immigration and Customs Enforcement (ICE) no estado.
Veículos do ICE, sem identificação, alinharam-se na rua, e uma fita policial amarela isolou a área imediatamente após o tiroteio. Dezenas de manifestantes e membros da comunidade foram vistos na rua nevada, gritando com os agentes do ICE e com a polícia native. Mais agentes chegaram em meio ao caos.
As pessoas gritaram com a polícia de Minneapolis para prender o agente do ICE que atirou na mulher em um carro.
“O que seus pais lhe ensinaram?” uma mulher gritou com os agentes.
Um homem num megafone conduziu alguns transeuntes num grito de “Diga alto, diga claro, os imigrantes são bem-vindos aqui”. As pessoas gritaram repetidamente para que o ICE fosse embora, voltasse para casa e saísse de Minneapolis – um pedido que foi repetido por Jacob Frey, o prefeito da cidade, em uma entrevista coletiva na tarde de quarta-feira.
“Tenho uma mensagem para a nossa comunidade, para a nossa cidade, e tenho uma mensagem para o ICE. Para o ICE, dê o fora de Minneapolis. Não queremos você aqui. A razão declarada para você estar nesta cidade é criar algum tipo de segurança e você está fazendo exatamente o oposto. Pessoas estão sendo feridas”, disse Frey.
O prefeito acrescentou: “As famílias estão sendo dilaceradas. Os residentes de longa knowledge de Minneapolis, que contribuíram tanto para a nossa cidade, para a nossa cultura, para a nossa economia, estão sendo aterrorizados e agora alguém está morto”.
Quarta-feira marcou o segundo dia de um aumento esperado de 30 dias, que o ICE classificou como sua maior operação até o momento.
Imagens de testemunhas parecem capturar o momento em que um agente federal de imigração atira e mata a motorista de um SUV vermelho escuro em Minneapolis na quarta-feira.
O incidente ocorreu durante uma operação de fiscalização de imigração em grande escala.
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, contestou o relato das autoridades federais sobre o tiroteio e exigiu que os agentes do ICE deixassem a cidade.
Protestos acontecem nos EUA após tiro deadly em mulher por oficial do ICE
Olá e bem-vindo ao weblog ao vivo sobre política dos EUA. Meu nome é Tom Ambrose e trarei a vocês as últimas notícias nas próximas horas.
Começamos com notícias que protestos têm ocorrido nos EUA após o assassinato deadly de uma mulher por um oficial de Imigração e Alfândega participando da última repressão à imigração do governo Trump.
O tiroteio marcou uma escalada dramática da mais recente de uma série de operações de fiscalização da imigração nas principais cidades sob a administração Trump. A de quarta-feira é pelo menos a quinta morte ligada às repressões, informou a AP.
As cidades gêmeas estão nervosas desde que o Departamento de Segurança Interna anunciou o lançamento da operação na terça-feira, pelo menos em parte ligada a alegações de fraude envolvendo residentes somalis.
Uma multidão de manifestantes se reuniu no native após o tiroteio para desabafar sua raiva contra as autoridades locais e federais. Numa cena que remetia às repressões em Los Angeles e Chicago, as pessoas gritavam “ICE fora de Minnesota” e sopravam apitos que se tornaram omnipresentes durante as operações.
O governador Tim Walz disse que estava preparado para enviar a Guarda Nacional se necessário e expressou indignação com o tiroteio, mas apelou às pessoas para manterem os protestos pacíficos.
“Eles querem um present”, disse Walz. “Não podemos dar isso a eles.”
Houve apelos nas redes sociais para processar o policial que atirou em Macklin Good. O comissário Bob Jacobson, do Departamento de Segurança Pública de Minnesota, disse que as autoridades estaduais investigariam o tiroteio com as autoridades federais.
Em outros desenvolvimentos:
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O Comando Europeu dos EUA disse na quarta-feira que abordou o Marinera, um petroleiro de bandeira russa, por supostas violações de sanções, encerrando uma dramática perseguição de duas semanas que começou no Caribe e terminou no Atlântico. Separadamente, na quarta-feira, a Guarda Costeira dos EUA anunciou que tinha interceptado outro navio-tanque da frota escura que está sob sanções, o M Sophia, numa operação antes do amanhecer nas Caraíbas.
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A operação deverá prejudicar as relações com Vladimir Putin, ocorrendo num momento delicado, à medida que prosseguem as negociações sobre um potencial acordo de paz na Ucrânia e após a captura pelos EUA do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, um aliado de longa knowledge do Kremlin. Os relatórios iniciais sugerem que o antigo navio-tanque está vazio, tendo estado a caminho de recolher petróleo venezuelano antes de mudar de rumo.
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Uma reunião urgente foi solicitada pelos ministros das Relações Exteriores da Groenlândia e da Dinamarcaque afirmou que qualquer invasão ou tomada do território pelo seu aliado da NATO marcaria o fim da aliança militar ocidental e da “segurança pós-segunda guerra mundial”.
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A administração Trump se retirará de dezenas de organizações internacionaisincluindo a agência populacional da ONU e o tratado da ONU que estabelece negociações internacionais sobre o clima, à medida que os EUA se afastam ainda mais da cooperação world.
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Todo o Senado ouviu na quarta-feira detalhes do ataque de 3 de janeiro, que envolveu forças especiais dos EUA da Força Delta que atacaram a Venezuela antes do amanhecer para capturar Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Os republicanos apoiaram a caracterização da operação feita por Trump como uma ação direta de aplicação da lei para prender um traficante de drogas indiciado. Os Democratas alertam para um acto de guerra ilegal que poderá mergulhar a Venezuela no caos e abrir um precedente perigoso para uma acção presidencial unilateral.







