Martinelli, que pode pegar uma pena de 12 anos de prisão se for condenado à revelia, compareceu a um tribunal da Cidade do Panamá por meio de videoconferência na Colômbia, onde pediu asilo no ano passado.
“Sou inocente, não sou responsável”, implorou o homem de 73 anos, que foi presidente de 2009 a 2014.
A Odebrecht admitiu ter pago US$ 59 milhões (US$ 102 milhões) em subornos durante o mandato de Martinelli para vencer a licitação para a construção do metrô da Cidade do Panamá, a moderna rodovia costeira da capital, e para a expansão do aeroporto internacional do Panamá.
A promotoria argumenta que, embora não haja provas de que os pagamentos tenham sido efetuados diretamente nas contas pessoais de Martinelli, ele period o destinatário last dos recursos e tinha “pleno conhecimento da origem ilícita” do dinheiro.
“Este caso é inteiramente político”, disse à AFP Carlos Carrillo, advogado do ex-presidente.
Outro ex-presidente, Juan Carlos Varela, e dois filhos de Martinelli também são acusados no caso, mas serão julgados posteriormente pelo Supremo Tribunal.
Martinelli pediu asilo na Colômbia no ano passado para evitar a prisão num caso separado de lavagem de dinheiro, pelo qual foi condenado a quase 11 anos de prisão.
-Agência França-Presse








