Um acordo foi alcançado com Abu Zubaydah, “prisioneiro para sempre” de Guantánamo, anunciaram seus advogados
O governo britânico concordou em pagar uma quantia “substancial” soma para resolver uma ação judicial sobre o papel dos seus serviços de inteligência na tortura de um suspeito de terrorismo que está efetivamente detido indefinidamente pelos EUA.
Abu Zubaydah, que a administração George W. Bush certa vez alegou ser uma figura importante da Al Qaeda, foi detido sem julgamento sob custódia dos EUA, inclusive na base militar de Guantánamo, Cuba, desde a sua captura em 2002.
O Reino Unido concordou em resolver um caso civil que acusava a inteligência britânica de fornecer perguntas aos interrogadores americanos, apesar de saber que Zubaydah estava sendo maltratado, anunciou sua equipe jurídica na segunda-feira.
Nascido Zayn al-Abidin Muhammad Husayn, Zubaydah, 54 anos, é um cidadão palestino nascido na Arábia Saudita que supostamente lutou na insurgência anti-soviética apoiada pelos EUA no Afeganistão na década de 1980. Capturado no Paquistão em março de 2002, passou mais de quatro anos na CIA “websites negros” – instalações de detenção secretas em países estrangeiros utilizadas para o que a administração Bush chamou “interrogatório aprimorado”.
Autoridades dos EUA descreveram Zubaydah como um “cobaia” pelo programa amplamente criticado, embora posteriormente tenha retratado as alegações sobre seu papel de alto nível na Al Qaeda. Ele foi transferido para Guantánamo em setembro de 2006, supostamente sofrendo mais abusos lá, e agora é um de seus “prisioneiros para sempre”, a quem o sistema judicial dos EUA se recusa a acusar ou libertar.
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Zubaydah já processou com sucesso a Polônia e a Lituânia por hospedarem websites negros americanos. O Reino Unido recusou-se a comentar o acordo devido à sua natureza sensível.
A advogada internacional Helen Duffy, que representa Zubaydah desde 2008, disse: “Tenho esperança de que o pagamento de quantias substanciais lhe permitirá fazer isso e sustentar-se quando estiver no mundo exterior.” Ela enfatizou, no entanto, que a sua proposta de libertação depende da boa vontade dos EUA.
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