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A busca fracassada da Argentina pelo braço direito de Hitler, Martin Bormann, revelada em arquivos desclassificados

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PRIMEIRO NA FOX: Vários documentos divulgados pelo presidente argentino, Javier Milei, no ano passado, revelam como a busca argentina por criminosos de guerra nazistas, que encontraram refúgio no país durante e após a Segunda Guerra Mundial, conseguiram evitar a prisão e, em sua maioria, viver vidas normais.

Embora o governo peronista da Argentina simpatizasse e muitas vezes soubesse da existência de criminosos nazis escondidos no seu território – muitas vezes sob os seus auspícios – depois da queda do regime populista, a nação sul-americana tentou, sem entusiasmo, manter o controlo sobre os criminosos de guerra ali escondidos.

Embora muitos casos de grande repercussão não tenham levado a lado nenhum, o caso do capanga de Hitler, Martin Bormann, é exemplar ao mostrar quão ineficiente a Argentina foi nas suas investigações.

ARGENTINA REVELA ARQUIVOS SECRETOS DA Segunda Guerra Mundial SOBRE OS CAPACAS DE HITLER QUE FUGIRAM ANTES, DEPOIS DA GUERRA

Hitler com o Reichsleiter Martin Bormann (à direita) e o Ministro das Relações Exteriores Joachim von Ribbentrop no native – agosto de 1943 (ullstein bild/ullstein bild by way of Getty Photographs)

Bormann foi uma das figuras mais poderosas do regime nazista, apesar de seu perfil relativamente discreto junto ao público. Ele usou sua posição como secretário specific de Hitler e chefe da Chancelaria do Partido Nazista para controlar o fluxo de documentos recebidos pessoalmente por Hitler e que tinham acesso a ele.

Através de enorme influência administrativa, ele moldou a política e controlou o que Hitler by way of, quem encontrava e aconselhou sobre decisões importantes. Bormann apoiou medidas antissemitas extremas e foi um dos mentores do projeto de arianização. Bormann desapareceu em maio de 1945, durante a queda de Berlim. Durante décadas, especulou-se que ele teria fugido para a Argentina ao longo das rotas de fuga – rotas de fuga facilitadas por simpatizantes nazistas. Bormann foi condenado à morte à revelia durante os Julgamentos de Nuremberg.

Os arquivos mostram que Bormann foi um dos poucos nazistas que os argentinos tentaram ativamente perseguir e levar à justiça. No entanto, a maioria das pistas veio de artigos sensacionalistas da imprensa, muitas vezes desprovidos de informações factuais e acionáveis, além da mera menção de que ele estava escondido na Argentina.

Os arquivos retratam meticulosamente agências de inteligência tentando corroborar tais relatórios e afirmar se os falsos pseudônimos divulgados correspondiam ao verdadeiro homem na Argentina. As agências acompanharam informações provenientes de reportagens da imprensa argentina, norte-americana, britânica e brasileira, juntamente com algumas traduções de meios de comunicação de língua alemã publicadas na Argentina pela comunidade emigrada suspeita de abrigar simpatizantes nazistas.

Os artigos desencadearam extensos registros de documentos entre o Ministério da Justiça, órgãos de inteligência, agências de fronteira e alfândega, a polícia federal e autoridades locais, mas muitas vezes eram desconectados uns dos outros ou demoravam muito para serem encaminhados aos vários sub-escritórios para ação.

ARGENTINA REVELA ARQUIVOS SECRETOS DA Segunda Guerra Mundial SOBRE OS CAPACAS DE HITLER QUE FUGIRAM ANTES, DEPOIS DA GUERRA

Martin Bormann

Retrato de Martin Bormann, secretário do Partido Nazista e secretário specific de Adolph Hitler. (CORBIS/Corbis by way of Getty Photographs)

Como resultado, foram realizadas múltiplas buscas semelhantes em vários pontos de forma aleatória e um emaranhado de burocracia fez com que as autoridades tentassem acompanhar os relatórios da imprensa em vez de conduzirem investigações independentes e racionais. Os ficheiros são um testemunho de que a caça aos nazis na América do Sul foi moldada por rumores, falhas de comunicação, identidades trocadas, políticas da Guerra Fria e intensa especulação mediática.

Algumas das informações analisadas pela Fox Information Digital mostraram que as autoridades consideraram rumores como uma caçada a Bormann nas selvas do Peru, Colômbia e Brasil como credíveis. O caso de um idoso alemão detido na Colômbia em 1972 como Bormann (mais tarde inocentado e libertado), apesar do ceticismo expresso pelo caçador de nazis Simon Wiesenthal, também faz parte dos ficheiros.

Memorando de Flegel.

Memorando parcial do Ministério do Inside sobre a ficha prison de Walter Flegel, solicitado pelas autoridades que investigavam o paradeiro de Martin Bormann. (Arquivo Geral do Governo da Argentina)

As ondas de choque diplomáticas que se seguiram à captura de Adolf Eichmann pela Mossad de Israel na Argentina deixaram as autoridades locais extremamente sensíveis ao escrutínio internacional, reformulando a busca de Bormann como uma tentativa de garantir que o país não ficaria envergonhado no cenário mundial pela segunda vez.

Uma pista basic – e, em última análise, falha – nos ficheiros Bormann surgiu em 1955, quando a polícia, apoiando-se em testemunhos desbotados sobre um trabalhador alemão ilegal, juntamente com rumores, correspondência apreendida e testemunhas idosas, começou a perseguir um homem chamado Walter Wilhelm Flegel.

Walter Wilhelm Flegel.

Foto de Walter Wilhelm Flegel. (Arquivo Geral do Governo da Argentina)

Flegel havia chegado pelo Chile, estava sem um braço devido a um acidente e já havia sido preso e levado a tribunal duas vezes por acusações de agressão e roubo. As suspeitas levaram à sua prisão em Mendoza em 1960, apesar de sua complete semelhança, falta de educação, longa presença no país, diferenças de idade e falta de conexões factuais que poderiam ligá-lo a Martin Bormann. Apesar de tais perfis incompatíveis – e impressões digitais – ainda demorou uma semana para que os argentinos se convencessem de que Flegel não period Martin Bormann e o libertassem.

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Em última análise, apesar dos rumores contínuos e da determinação singular da Argentina em finalmente prender um dos muitos fugitivos nazistas que se pensava estar no país, os restos mortais encontrados em Berlim em 1972 foram compatíveis e confirmaram a morte de Bormann durante a queda da cidade através de registros dentários e cranianos. Mais tarde, na década de 1990, novos testes de DNA confirmaram que os restos mortais encontrados em Berlim pertenciam de fato a Bormann, encerrando finalmente a busca mal direcionada na Argentina.

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