A actividade de Pyongyang, disse ele, “visava colocar gradualmente a dissuasão da guerra nuclear numa base altamente desenvolvida”.
Fotos compartilhadas pela mídia estatal mostraram Kim fumando um cigarro acompanhado por altos funcionários enquanto um míssil voava no céu da manhã.
“A razão pela qual isso é necessário é exemplificada pela recente crise geopolítica e pelos complicados acontecimentos internacionais”, teria dito Kim, numa referência clara à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, por Washington, no fim de semana.
A operação representa um cenário de pesadelo para a liderança da Coreia do Norte, que há muito teme um chamado “ataque de decapitação” desse tipo e acusou Washington de tentar removê-la do poder.
Pyongyang condenou-o como uma “grave invasão da soberania” que “confirma claramente mais uma vez a natureza desonesta e brutal dos EUA”.
Dissuasão de guerra
Durante décadas, Pyongyang justificou os seus programas nuclear e de mísseis como um impedimento contra alegados esforços de mudança de regime por parte de Washington.
O lançamento “pode ser interpretado como uma mensagem sinalizando que Pyongyang possui capacidade de dissuasão de guerra e capacidade nuclear, ao contrário da Venezuela”, disse à AFP Hong Min, analista do Instituto Coreano para a Unificação Nacional, com sede em Seul.
Ele apontou para relatos da mídia estatal de que Kim havia visitado uma instalação envolvida na fabricação de armas táticas guiadas.
Isto, disse ele, “demonstrou uma capacidade de lançar ataques mais precisos do que os múltiplos lançadores de foguetes existentes a partir de várias plataformas, incluindo aéreas e terrestres”.
O novo sistema de armas da Coreia do Norte que utiliza mísseis hipersônicos foi testado pela primeira vez em outubro.
Os mísseis hipersônicos viajam a mais de cinco vezes a velocidade do som e podem manobrar em pleno voo, tornando-os mais difíceis de rastrear e interceptar.
Eles foram implantados com efeitos mortais no ano passado em cidades da Ucrânia pela Rússia, com quem a Coreia do Norte aprofundou os laços nos últimos anos, e pelo Irão contra Israel.
-Agência França-Presse








