O Parlamento de Singapura discutirá na próxima semana se o líder da oposição de origem indiana, Pritam Singh, deverá manter o seu papel. Isso aconteceu depois que Singh foi considerado culpado e multado por mentir a uma comissão parlamentar. O debate, marcado para 12 de janeiro, foi proposto pelo líder da Câmara, Indranee Rajah, por meio de uma moção oficial.“A condenação e a conduta tornam-no inadequado para continuar como líder da oposição”, afirma a moção, descrevendo as suas ações como “desonrosas e impróprias” para um membro do Parlamento, informou a agência de notícias PTI.A moção centrou-se em torno de Singh, que lidera o Partido dos Trabalhadores, se estiver apto a continuar como líder da oposição. Alega que a sua convicção e comportamento podem prejudicar a reputação do Parlamento e a confiança pública no sistema político de Singapura. Singh foi multado em SGD 14.000 (US$ 10.700) em fevereiro do ano passado.O caso também envolve a ex-membro do partido Raeesah Khan, que admitiu ter feito declarações falsas no Parlamento em agosto de 2021. Ela renunciou ao cargo. Entretanto, o recente apelo de Singh contra a sua condenação foi rejeitado pelo Tribunal Superior.Singh é o primeiro líder formal da oposição de Cingapura na história recente. O seu papel acarreta deveres e privilégios importantes no Parlamento, onde o Partido da Acção Standard (PAP), no poder, detém uma forte maioria, com 87 dos 97 assentos.Actualmente, o Partido dos Trabalhadores tem 12 deputados no Parlamento, incluindo dois deputados não eleitorais que obtiveram os seus lugares através da obtenção dos votos mais elevados entre os candidatos vencidos. Esta discussão marca um momento essential na política de Singapura, que tem sido dominada pelo Partido da Acção Standard (PAP) desde a independência do país.












