NOVOAgora você pode ouvir os artigos da Fox Information!
Poucas horas antes da sua captura pelos EUA, o líder venezuelano Nicolás Maduro reuniu-se com um enviado chinês, destacando a grande competição de poder entre Washington e Pequim no Hemisfério Ocidental.
Maduro recebeu Qiu Xiaoqi, representante especial do governo chinês para assuntos latino-americanos, no Palácio Presidencial de Miraflores na sexta-feira – reafirmando os laços estratégicos de Caracas com Pequim e comprometendo-se a construir o que chamou de “um mundo multipolar de desenvolvimento e paz”.
Horas depois, o presidente Donald Trump anunciou que as forças dos EUA atingiram alvos em toda a Venezuela e levaram Maduro e a sua esposa sob custódia, expulsando-os do país como parte de uma dramática escalada de pressão sobre o líder em apuros.
A operação dos EUA parece marcar a ação militar mais direta dos EUA contra um chefe de Estado em exercício na América Latina desde o Panamá em 1989, com a administração de Trump a enquadrar a captura como o culminar de meses de alegações de que Maduro traficava drogas para os Estados Unidos e governava ilegitimamente.
MADURO DIZ QUE VENEZUELA ESTÁ ‘PRONTA’ PARA FAZER NEGÓCIO SOBRE DROGAS E PETRÓLEO APÓS ATAQUES MILITARES
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, recebeu um representante do governo chinês, Qiu Xiaoqi, no palácio presidencial em Caracas na sexta-feira, horas antes de Maduro ser capturado pelos EUA. (Agência Anadolu by way of Reuters)
A China, entretanto, disse estar “profundamente chocada” com a ação dos EUA.
“A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos EUA contra um Estado soberano e a sua acção contra o seu presidente”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim num comunicado.
ADMINISTRAÇÃO DE TRUMP VIA O CÍRCULO INTERNO DE MADURO E A FAMÍLIA NA GRANDE REPRESSÃO DO NARCO-ESTADO
“Tal comportamento hegemónico dos EUA viola gravemente o direito internacional, infringe a soberania da Venezuela e ameaça a paz e a segurança na América Latina e nas Caraíbas. A China opõe-se firmemente a isso”, acrescentou.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 18 de setembro de 2016. (Copyright 2016 The Related Press. Todos os direitos reservados.)
A China forneceu milhares de milhões de dólares em financiamento e investimento energético para expandir a sua influência em toda a América Latina através da sua Iniciativa Cinturão e Rota e é o maior importador de petróleo bruto de Caracas.
CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O APLICATIVO FOX NEWS
A administração Trump rejeitou abertamente essa trajetória. Altos funcionários disseram que os EUA pretendem reafirmar a Doutrina Monroe, uma política de longa information que se opõe a potências estrangeiras que estabelecem bases estratégicas nas Américas, especialmente rivais autoritários como a China.
A Venezuela tem sido um ponto focal dessa competição. Autoridades norte-americanas acusaram Pequim, juntamente com a Rússia e o Irão, de apoiar o governo de Maduro, que enfrentava o isolamento internacional, o colapso económico e alegações generalizadas de corrupção e narcotráfico.










