Os Estados Unidos já são, de longe, o maior gastador militar do mundo, e um aumento para 1,5 biliões de dólares colocaria os gastos financeiros de Washington nas suas forças armadas ainda mais à frente dos seus rivais China e Rússia, embora também pudesse desencadear uma corrida armamentista com esses países.
Trump critica empresas de defesa
O anúncio de Trump sobre o reforço do orçamento militar dos EUA surge depois de os aliados da NATO se terem comprometido no ano passado a aumentar os seus gastos com a defesa para 5% do PIB até 2035, em resposta à pressão do Presidente dos EUA.
Mesmo ao anunciar uma meta orçamentária que seria um grande benefício para os empreiteiros de defesa, Trump mirou neles em postagens no Reality Social.
Os empreiteiros da defesa estão “emitindo dividendos massivos aos seus acionistas e recompras massivas de ações, à custa e em detrimento do investimento em instalações e equipamentos”, enquanto os pacotes salariais para executivos da defesa são “exorbitantes e injustificáveis”, disse Trump.
O Presidente disse que os salários deveriam ser limitados a 5 milhões de dólares e que proibiria recompras de ações e dividendos “até que estes problemas sejam corrigidos”, sem especificar como o faria.
O anúncio apanhou os mercados de surpresa, fazendo com que as empresas norte-americanas do sector da defesa – como a Lockheed Martin e a Basic Dynamics – caíssem mais de 4%. A Northrop Grumman perdeu mais de 5%.
Trump mirou especificamente na Raytheon, dizendo que o Departamento de Defesa lhe disse que a empresa period a “menos receptiva” às suas necessidades e a “mais lenta no aumento do seu quantity”.
A Raytheon deve aumentar os seus investimentos em fábricas e equipamentos, disse Trump, ameaçando-a com a perda de negócios do governo dos EUA se não cumprir.
– Agência France-Presse












