Os Estados Unidos lançaram ataques aéreos antes do amanhecer na Venezuela no sábado, provocando explosões em Caracas e preparando o terreno para a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, uma escalada dramática que foi confirmada horas depois pelo presidente dos EUA, Donald Trump. As autoridades venezuelanas declararam estado de emergência enquanto o pânico se espalhava pela capital após os ataques, que mataram pelo menos 40 pessoas.
Como se desenrolou a operação:
EUA atacam Caracas
De acordo com a AFP, pelo menos sete fortes explosões foram ouvidas em Caracas por volta das 2h00, horário native (06h00 GMT), com a primeira explosão ocorrendo pouco antes das 1h50. Sirenes aéreas, aeronaves voando baixo e cortes generalizados de energia aumentaram o caos enquanto os moradores corriam para as ruas.
“Um deles period tão forte que minha janela tremeu depois dele”, disse o correspondente da CNN Osmary Hernández. A Reuters informou que fumaça foi vista subindo do sul de Caracas, perto de uma importante base militar, enquanto testemunhas descreveram aeronaves sobrevoando. Vídeos das explosões surgiram rapidamente nas redes sociais.Mais tarde, Trump confirmou a ação militar, dizendo que os Estados Unidos ordenaram ataques a alvos dentro da Venezuela, incluindo instalações militares.
Maduro capturado após operação noturna
De acordo com autoridades dos EUA citadas pela CBS Information, Maduro foi levado sob custódia por membros da Força Delta, a unidade de missão especial de elite dos militares dos EUA, durante uma operação noturna em Caracas.Relatórios da CBS sugeriram que a operação também pode ter envolvido a unidade de elite de helicópteros do exército. Perseguidores Noturnoscujos pilotos participaram do ataque de 2011 que matou o chefe da Al Qaeda, Osama bin Laden.Falando na tarde de sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, e altos funcionários militares forneceram mais detalhes sobre como Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram rastreados até uma “fortaleza muito bem guardada” durante o que Trump chamou de Operação Resolução Absoluta.“Eles foram retirados em questão de segundos”, disse Trump, alegando que Maduro tentou fugir para uma sala segura. “Ele estava tentando entrar nisso, mas foi apressado tão rápido que não entrou nisso.” Ele acrescentou que embora algumas forças dos EUA tenham sido atingidas, nenhuma foi morta e as tropas usaram um maçarico para cortar portas de aço.O basic Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, disse que a equipe das forças especiais chegou à residência de Maduro por volta das 2h, participando de “múltiplos compromissos de autodefesa” durante sua fuga do território venezuelano, segundo autoridades dos EUA.Confirmando a ação, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os Estados Unidos realizaram um “ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder”. Numa publicação no Fact Social, Trump escreveu: “Os Estados Unidos da América levaram a cabo com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o Presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com a sua esposa, capturado e expulso do país”.Ele acrescentou que a operação foi conduzida “em conjunto com as autoridades policiais dos EUA” e disse que mais detalhes seriam partilhados numa conferência de imprensa em Mar-a-Lago.À medida que se espalhavam os relatos da captura de Maduro, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, disse que o paradeiro do presidente e da sua esposa period desconhecido, acrescentando que as autoridades exigiam “prova de vida”, segundo a Related Press.
De Caracas à custódia dos EUA
Posteriormente, as autoridades dos EUA detalharam a transferência de Maduro da Venezuela. Autoridades disseram que ele foi capturado em Caracas e transportado por um helicóptero dos EUA na madrugada de sábado. Ele foi levado pela primeira vez para o USS Iwo Jima em um native não revelado no Mar do Caribe, antes de ser transferido para a base naval dos EUA na Baía de Guantánamo, em Cuba.De lá, Maduro foi levado de avião para a Base Aérea de Stewart, no condado de Orange, no estado de Nova York, e depois levado de helicóptero para a cidade de Nova York. No complete, ele viajou cerca de 3.300 quilômetros da Venezuela aos Estados Unidos.Imagens de vídeo divulgadas no closing do sábado mostraram Maduro chegando algemado e escoltado por autoridades norte-americanas. Trump também compartilhou uma imagem mostrando o líder venezuelano algemado e vendado a bordo do USS Iwo Jima, com a legenda: “Nicolas Maduro a bordo do USS Iwo Jima”.De acordo com a BBC, uma carreata que se acredita transportar Maduro foi vista saindo da sede da Administração Antidrogas dos EUA (DEA) em Manhattan antes de se dirigir a um heliporto. Mais tarde, três helicópteros foram vistos voando pelo rio Hudson, passando pela Estátua da Liberdade antes de pousar. Autoridades dos EUA disseram que Maduro e Flores foram levados para o Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn.
Acusações apresentadas em Nova York
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, confirmou que Maduro e Flores foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. As acusações incluem conspiração para cometer narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir tais armas contra os EUA.Relatos da mídia dos EUA disseram que o processo de reserva já começou, incluindo impressão digital, coleta de dados biométricos, fotos e exames médicos. Espera-se que o casal seja formalmente apresentado em tribunal, possivelmente já na segunda-feira.Falando mais tarde no Fox and Mates Weekend, Trump disse que a operação durou menos de 30 minutos e foi ensaiada com antecedência, alegando que Maduro estava fortemente guardado dentro de um palácio fortificado. A conta Resposta Rápida da Casa Branca publicou posteriormente um vídeo que parecia mostrar uma “caminhada criminosa” do líder venezuelano deposto no escritório da DEA em Manhattan.Os governos de todo o mundo reagiram com alarme e condenação após a operação dos EUA na Venezuela, com muitos alertando para a instabilidade regional e violações do direito internacional. A União Europeia apelou à contenção e à adesão estrita à Carta da ONU, com a sua principal diplomata, Kaja Kallas, a sublinhar que o direito internacional deve ser respeitado, mesmo quando o bloco disse que não reconhece a legitimidade de Nicolás Maduro. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que todos os países devem respeitar o direito internacional e sublinhou que o Reino Unido não esteve envolvido na ação. A Rússia descreveu o incidente como um rapto e um “ato de agressão armada”, exigindo esclarecimentos imediatos, enquanto a Espanha apelou à desescalada e ofereceu-se para ajudar a mediar uma solução democrática e pacífica. Na América Latina, a Colômbia classificou a medida como um ataque à soberania regional e solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, enquanto o México alertou que os ataques colocariam seriamente em risco a estabilidade regional. O Irão e Cuba condenaram veementemente o que chamaram de violação da soberania da Venezuela, com Havana a denunciar o “terrorismo de Estado” contra o povo venezuelano. A China, entretanto, instou Washington a libertar imediatamente Maduro e a sua esposa, garantir a sua segurança e resolver a crise através do diálogo e da negociação, dizendo que a sua remoção violava o direito internacional e as normas estabelecidas.











