Os mediadores não divulgaram os nomes restantes.
Falando numa conferência de imprensa no Cairo, o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelatty, disse esperar que o comité seja em breve enviado a Gaza para “gerir a vida quotidiana e os serviços essenciais”.
No início do dia, um alto funcionário do Hamas disse à AFP que o grupo estava em conversações com mediadores no Cairo para abordar a formação do comité e os seus mecanismos operacionais.
Mais tarde, facções palestinianas, incluindo o Hamas e a Jihad Islâmica, afirmaram que apoiavam os esforços dos mediadores para formar o que chamaram de Comité Nacional de Transição Palestiniano, e que ajudariam a criar “o ambiente apropriado” para iniciar o seu trabalho.
A presidência palestiniana com sede em Ramallah também anunciou o seu apoio nos meios de comunicação oficiais, com uma fonte do gabinete a dizer à AFP que a declaração “reflete a posição do movimento Fatah porque o Presidente [Mahmud] Abbas também é o chefe do Fatah”.
O Hamas afirmou repetidamente que não procura um papel em qualquer futura autoridade governamental no território palestiniano e que limitaria o seu papel à monitorização da governação para garantir a estabilidade e facilitar a reconstrução.
Próximas etapas
No Cairo, as conversações com mediadores egípcios também se concentraram na retirada das forças israelitas de Gaza, na reabertura da passagem de Rafah, na entrada da ajuda armazenada no lado egípcio da fronteira e nos preparativos para o lançamento da segunda fase do plano de cessar-fogo, disse o responsável do Hamas.
Israel disse que não iniciaria negociações sobre a segunda fase do cessar-fogo até o retorno do último refém detido em Gaza, Ran Gvili.
O Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas, juntamente com a família de Gvili, apelou ao Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu “para honrar o seu compromisso” de não prosseguir para a fase dois até que Gvili seja trazido para casa.
Netanyahu disse que conversou com os pais de Gvili e garantiu-lhes que “a medida para estabelecer um comité tecnocrata não afetará os esforços para devolver Ran”, embora não tenha oferecido qualquer avaliação do comité em si ou da progressão para a fase dois.
Enquanto isso, um alto funcionário do Hamas, Taher al-Nunu, disse à AFP que o grupo saudou o anúncio de Witkoff, acrescentando que “as facções farão todos os esforços para garantir o sucesso do trabalho do comitê”.
A segunda fase do plano de trégua também deverá incluir o desarmamento do Hamas, algo que o grupo há muito se recusa a fazer.
Espera-se que o Conselho de Paz proposto pelos EUA seja liderado no terreno pelo diplomata e político búlgaro Nickolay Mladenov, que recentemente manteve conversações com autoridades israelitas e palestinianas.
Mladenov serviu como enviado das Nações Unidas para o processo de paz no Médio Oriente desde o início de 2015 até ao ultimate de 2020.
Relatos da mídia dizem que Trump deverá anunciar os membros do Conselho da Paz nos próximos dias, com o órgão definido para incluir cerca de 15 líderes mundiais.
– Agência França-Presse










