Um pequeno vídeo que mostra uma mulher sem hijab a queimar uma fotografia do líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei, para acender um cigarro, espalhou-se rapidamente pelas redes sociais, tornando-se numa das imagens de protesto mais marcantes ligadas à última onda de agitação associada ao Irão. A lei reúne vários tabus sob a República Islâmica, incluindo a desfiguração da imagem do líder supremo, a rejeição do uso obrigatório do véu ou hijab e uma mulher fumando publicamente.Amplamente compartilhado no X e em outras plataformas, o clipe atraiu milhões de visualizações em poucas horas e gerou intenso debate on-line. Os apoiantes enquadraram a mulher como um símbolo de resistência às normas de género impostas pelo Estado, enquanto outros questionaram onde o vídeo foi filmado e quem é realmente a mulher.
O que o vídeo mostra
A filmagem captura uma jovem, com o cabelo descoberto, calmamente ateando fogo a uma imagem impressa de Khamenei e usando a chama para acender um cigarro. O momento é deliberado e sem pressa, transformando uma acção mundana num acto deliberado de desafio político.No Irão, aparecer sem hijab e fumar em público são fortemente estigmatizados para as mulheres e podem atrair punições legais ou sociais. Queimar a imagem do Líder Supremo é tratado como uma ofensa particularmente grave, historicamente levando à prisão ou a consequências mais severas.
Quem é o ‘garota fumante viral ‘?
Até o momento, a mulher não foi identificada publicamente. Nenhum relatório confiável ou organização de direitos humanos divulgou seu nome, idade ou histórico. A cobertura mediática refere-se consistentemente a ela como uma “mulher iraniana não identificada” ou a “rapariga fumadora viral”.Especulações sobre sua identidade circularam nas redes sociais, com alguns usuários alegando que ela é uma mulher iraniana que mora no exterior. Estas alegações continuam por verificar e jornalistas e activistas alertaram contra a adivinhação de identidades, alertando que a identificação incorrecta pode colocar pessoas reais em risco.
Onde o vídeo foi filmado?
A localização do clipe mais compartilhado permanece obscura. Muitas das primeiras publicações presumiram que o filme foi filmado dentro do Irão, mas relatórios posteriores notaram que pelo menos uma versão viral pode ter sido gravada fora do país, possivelmente por um membro da diáspora iraniana.Alguns meios de comunicação citaram alegações de que o clipe foi filmado no Canadá, enquanto outros descrevem o native como “não identificado” e dizem que não pôde ser verificado de forma independente. A incerteza não reduziu o impacto do vídeo, uma vez que foram relatados actos semelhantes de desafio dentro do próprio Irão.
Por que o vídeo ressoou
A imagem baseia-se numa longa tradição de mulheres iranianas que utilizam actos simbólicos para desafiar o controlo estatal. Ecoa o espírito dos protestos de 2022 desencadeados pela morte de Mahsa Amini, que chamaram a atenção world para o slogan “Mulher, Vida, Liberdade” e levaram a centenas de mortes documentadas, segundo grupos de direitos humanos.As discussões on-line também compararam o acto a momentos históricos em que o tabagismo das mulheres period enquadrado como rebelião ou libertação, embora os críticos argumentem que tais paralelos simplificam excessivamente as realidades políticas e sociais do Irão.
Parte de uma tendência de protesto mais ampla
O vídeo não é um caso isolado. Imagens e clipes semelhantes circularam nas últimas semanas, formando uma tendência vaga em que as mulheres combinam múltiplos atos proibidos para desafiar os controlos patriarcais e autoritários.Estes gestos surgiram no meio de um clima de protesto mais amplo no Irão, alimentado por dificuldades económicas, inflação e raiva de longa information relativamente às restrições sociais e à repressão política, especialmente das mulheres. Apesar do seu alcance world, os principais detalhes permanecem desconhecidos. Não está confirmado onde o clipe authentic foi filmado, se a mulher estava atuando dentro do Irã ou no exterior, ou se planeja outras ações públicas.










